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Mapa do vazamento de óleo

Esta semana vi tweet do NYTgraphics com link para o mapa interativo do The New York Times que mostra a forma como se espalha a mancha de óleo no Golfo do México. O material apresenta a evolução do problema desde a data em que iniciou, 22 de abril. Frases curtas resumem a situação diária. Para aprofundar o assunto, ao final, textos mais completos explicam o problema e suas prováveis consequências.

Para quem se interessa em conhecer mais o trabalho do The New York Times neste sentido, vale dar uma olhada neste artigo, intitulado “The Journalist as Programmer: A Case Study of The New York Times Interactive News Technology Department”. É de autoria de Cindy Royal, da Universidade do Texas, e foi apresentado no Simpósio Internacional de Jornalismo Online, promovido em abril pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.

A propósito, a primeira edição da versão brasileira deste evento ocorre neste sábado, 29 de maio, em São Paulo, E o Portal Terra transmitirá tudo ao vivo. Confira mais informações sobre o evento e link para assisti-lo via webcasting.

Eu devo passar a colocar vários exemplos de gráficos do The New York Times por aqui. É o jornal que acompanho o trabalho que mais utiliza gráficos interativos e com base de dados. Bem provável que seja o meu objeto de análise de caso do Trabalho de Conclusão de Curso.

Visualização de dados no Google

Um site de buscas tão popular quanto o Google não poderia mesmo ficar sem uma ferramenta que aprimora a visualização de dados. Ainda mais tendo em vista que é um riquíssimo repositório de informações. Em março deste ano foi anunciada em seu blog a criação do Google Public Data Explorer, um projeto do Google Labs. Portanto, ainda em fase experimental.

Entre os parceiros para a disponibilização de informações está o Banco Mundial, mas há também outras organizações. Diferente de algumas ferramentas já citadas aqui no Notícias Visuais, esta não permite que o usuário gere visualizações com dados próprios, apenas que consulte gráficos de determinados temas.

A apresentação visual não é das mais inovadoras. Os dados podem ser acessados nos tradicionais modelos de gráficos com linhas ou colunas ou então com a utilização de mapas e círculos. Estas duas últimas possibilidades são também bastante usuais nas ferramentas que tenho conhecido.

Um recurso bem interessante é você poder ver a evolução do dado que está analisando como se fosse um vídeo, podendo parar a qualquer momento para observar com mais calma as informações de um determinado ano.

Mapa das medalhas olímpicas

Exemplo velhinho este, mas vale mostrar. É do The New York Times. Mapa das medalhas olímpicas desde a olimpíada de 1896, considerada a primeira da Era Moderna, até a de 2008. Países com mais medalhas representados em círculos maiores. É possível visualizar pela distribuição geográfica dos países ou pelo ranking.

Mapa interativo para “ver” os índices de homicídios

O exemplo de visualização de dados deste post é brasileiro. Faço buscas em sites jornalísticos de fora para tentar descobrir formas diferentes de visualização das notícias. Mas sempre gosto de ter exemplos que sejam o mais próximo possível da minha realidade. Gostaria de achar um bom caso tupiniquim para servir de análise no meu TCC, inclusive. Ainda não encontrei…

Buenas, o “Mapa da violência no Brasil 2010 – Anatomia dos homicídios no Brasil” é uma publicação do Instituto Sangari que faz um mapeamento dos homicídios no País. Aqui é possível fazer download da versão completa da publicação. Encontrei este estudo através do site do Estadão, que colocou no ar em março o mapa interativo que abre este post, e que deixa a consulta a estes dados bem mais interessante. Vasculhei o site do Instituto Sangari para conferir se a produção não era deles também. Como não encontrei no site, deduzo que seja criação do Estadão mesmo.

O mapa colorido se refere apenas à quantidade de homicídios em jovens entre 15 e 24 anos, faixa etária em que os números são maiores. O estudo fez o mesmo levantamento de outras idades também. Observe como o mapa muda de acordo com as cores selecionadas na lista ao lado dele. Também é possível pesquisar pelo nome das cidades e conferir a taxa de homicídios entre mais idades apuradas pelo estudo.

Jornalismo + visualização de dados: como assim?

O jornalismo ganha muito quando utiliza recursos visuais para apresentar os dados de suas matérias de forma interessante e interativa. O conteúdo jornalístico é cheio de números, estatísticas, comparativos. Imagine se eles fossem sempre apresentados em simples tabelas, ou apenas como os tradicionais gráficos de Excel?

Infográficos facilitam e agilizam o entendimento do leitor a respeito dos conteúdos. E afinal, não é este um dos compromissos dos jornalistas com o público? Transmitir as informações de uma forma que todos possam entender?

A imagem abaixo é de um infográfico da Época Negócios Online que compara a estrutura da África do Sul e do Brasil para a Copa do Mundo de Futebol. Cada conjunto de imagens representa um setor, e ao posicionar o ícone do mouse em cima de algum deles, os quadrinhos mostram o que cada país está fazendo a respeito. Uma maneira bem mais rápida e divertida de se obter as informações, não?

Entretanto, este exemplo mostra apenas a transposição de um modelo já existente na mídia impressa. A principal diferença é que ao invés de ver todas as informações (os quadrinhos) ao mesmo tempo, você seleciona o que quer analisar de cada vez. Mesmo assim estes recursos são cada vez mais necessários para facilitar a obtenção de dados.

O que quero pesquisar são os sites que se utilizam de bases de dados para gerar melhores formas de visualização destas informações. Afinal, as notícias publicadas pelos sites de notícias me parecem ótimas fontes para abastecer um banco de dados, afinal, são cheias de números e estatísticas. Parece-me que basta adotar sistemas que organizem estes dados e os transponham para uma ferramenta de visualização.

Abaixo, cito um exemplo bem simples, nada muito refinado esteticamente, mas que para mim é uma demonstração clara desta oportunidade.

O “Mapa das mortes no trânsito 2010”, do site zerohora.com, ligado a um dos principais jornais do Rio Grande do Sul, apresenta uma imagem do mapa gaúcho com marcas em vermelho sinalizando as cidades que tiveram neste ano vítimas fatais em acidentes de trânsito.

Ao clicar nas bolinhas vermelhas, aparece abaixo o nome da cidade, a data, o nome da vítima e uma breve explicação de como foi o acidente. Clicando em “Leia mais”, o usuário é direcionado para a notícia de zerohora.com que divulgou, na época do acidente, o ocorrido. Sendo assim, de onde vêm os dados que zerohora.com utiliza? De seu próprio conteúdo! Como diz o velho ditado: é como estar com a faca e o queijo na mão!

A saber: o mapa pega carona com o tema de uma campanha de responsabilidade social desenvolvida pelo grupo há algum tempo, “Violência no trânsito: isso tem que ter fim”.