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Sijol debate a visualização de dados

Até o momento meu entendimento sobre visualização de dados é limitado apenas a algumas ferramentas que venho conhecendo, e muitas delas mostrando aqui. Assistir ao primeiro painel do I Seminário Internacional de Jornalismo Online (Sijol), promovido na Cásper Líbero, em São Paulo, me deu outra dimensão sobre o assunto. O evento foi transmitido ao vivo pelo Portal Terra, com excelente qualidade, diga-se de passagem.

O painel “A notícia a partir de bases de dados que permitem ao leitor interagir com grandes volumes de informação” começou com apresentação de Andrei Scheinkman, programador de aplicativos jornalísticos do New York Times. Ele mostrou alguns exemplos de produtos que o site do jornal oferece.

Pedro Valente, jornalista e programador, responsável pelo Yahoo Open Hack Day, mostrou que se os dados não são fáceis de serem acessados nos sites das organizações responsáveis por eles, ou se esta visualização não é prazerosa, hackers podem ajudar desenvolvendo peças que mudam esta percepção. E que, no momento em que os dados apresentados são de interesse público, isso tem tudo a ver com jornalismo. Independentemente de ser um jornalista quem faz isso. Você pode baixar a apresentação dele aqui.

Da apresentação de Rubens Almeida, diretor de integração e especialista em bases de dados e georeferenciamento do iG, destaque para o fato de o Brasil não ter tradição em desenvolver bases de dados. Ponto de vista reforçado pela mediadora deste painel, Tereza Rangel, diretora de planejamento do UOL, durante o tempo dedicado a perguntas da plateia. As organizações no Brasil não oferecem tantos dados quanto poderiam, além de não apresentá-los de forma interessante e de fácil acesso. Para Almeida, o grande desafio é fazer intefaces que tornem a consulta a dados prazerosa.

A última apresentação deste painel ficou por conta do meu orientador de TCC, o professor Walter Lima, da Cásper Líbero, um dos organizadores do evento, inclusive. Ele falou sobre relevância. Para ele, a relevância está sendo vista de outra forma com a utilização da internet porque a topologia de rede é altamente descentralizada, com baixa hierarquia. Para muitas pessoas, a relevência é determinada pelo Google. Assim como o Google, outros sistemas dizem para aos usuários o que é importante ou mais relevante. Muitos creem que se algo não está nos primeiros resultados de uma busca, não é importante.

O Sijol foi organizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas em Austin (EUA), Grupo de Pesquisa Tecnologia, Comunicação e Cultura de Rede  do Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero e pela ONA-Brasil.

Rosental, do Centro Knight, avisa que verá com a Cásper Líbero a possibilidade de disponibilizar o arquivo com todo o evento para acesso posterior, o que seria ótimo!

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